Canaã Dos Carajás
Historia do município de Canaã dos Carajás
O município de Canaã dos Carajás nasceu a partir de um assentamento agrícola. O Projeto de Assentamento Carajás, localizado na região sudeste do Pará, foi implantado em 1982, pelo Grupo Executivo das Terras do Araguaia e Tocantins (GETAT), do Governo Federal. O objetivo era atenuar os conflitos pela posse da terra na região, principalmente na área
conhecida como Bico do Papagaio. Ao longo de três anos, 1.551 famílias foram assentadas na área que ficou conhecida como Centro de Desenvolvimento Regional, CEDERE. Até 1985, 816 famílias haviam recebido o título definitivo de terra. No mesmo ano, as atividades de assentamento dos sem-terra terminaram e o GETAT foi extinto. Em outubro de 1994, por meio da Lei Estadual 5.860, o CEDERE é desmembrado de Parauapebas e constituído município de Canaã dos Carajás.
Nome de origem bíblica e significa "Terra Prometida". A escolha é resultado da grande quantidade de evangélicos que moram na cidade. Canaã dos Carajás tem uma formação basicamente agrícola e sua economia gira em torno da cultura do arroz, milho e feijão. A agricultura é tão forte em Canaã que é comum ver nos núcleos urbanos do município a presença de pequenos roçados, hortas caseiras e escolares, destinados ao consumo local, e também à merenda escolar.
A população, cerca 11 mil habitantes, também tira da pecuária o seu sustento. Essa atividade vem crescendo na região, tanto para o grande como pequeno produtor. O rebanho de aproximadamente 25 mil cabeças é destinado quase todo para o corte e para a produção de leite. A indústria madeireira também é expressiva na região, rica em certas espécies, como o mogno. O comércio, proporciona aos produtores a negociação de seus produtos. Como a cidade é recente, o setor de turismo é pouco explorado, mas pode contar com as belezas naturais como a sua maior atração.
As opções de lazer em Canaã dos Carajás, se desenvolve em alguns recantos naturais da região, como as lagoas Serra Sul e os banhos e pescados nos rios Plaquê, Parauapebas e córrego Grotão. Os rios que cortam a região são pequenos e não formam praias fluviais na época do verão amazônico.